Beschreibung
Produktdetails
Format
ePUB 3
Kopierschutz
Ja
Family Sharing
Ja
Text-to-Speech
Ja
Erscheinungsdatum
07.02.2025
Verlag
TodaviaSeitenzahl
256 (Printausgabe)
Dateigröße
1937 KB
Auflage
1. Auflage
Übersetzt von
Sofia Mariutti
Sprache
Portugiesisch
EAN
9786556927589
Ao acordar sozinha no chalé de caça onde estava hospedada nos Alpes austríacos, a narradora deste romance descobre-se cercada por uma barreira invisível e intransponível. Do outro lado, o mundo parece petrificado, suspenso num misterioso estado de destruição imóvel e silenciosa. Sem acesso à civilização, ela precisa aprender a sobreviver em completa solidão, acompanhada apenas por um cachorro chamado Lince, uma vaca que batiza de Bella e uma gata.
A certa altura de seu isolamento, põe-se a escrever um "relato" - o próprio romance que lemos - no qual narra o abandono gradual de sua identidade social, e particularmente da ideia de feminilidade que a sociedade lhe impunha. "A narradora de Haushofer passa grande parte do romance se despindo de sua essência", observa James Wood no posfácio incluído nesta edição brasileira. "A primeira coisa a ir embora é o exoesqueleto social de sua feminilidade."
Reconhecida como uma das grandes obras da literatura distópica e feminista, e publicada em 1963 - um prenúncio dos piores anos de tensão nuclear na Guerra Fria -, A parede apresenta, com precisão e força narrativa, uma jornada íntima e universal. Ao mesmo tempo, propõe uma visão também utópica: sozinha, a protagonista forma uma nova comunidade baseada no cuidado e na conexão com a natureza. Para ela, amar um animal se torna mais fácil - e talvez mais verdadeiro - do que amar um ser humano.
Em uma narrativa que combina o realismo vívido da vida reconstruída a partir do essencial - plantar, caçar, cuidar - e uma meditação filosófica sobre o tempo, o corpo e o sentido da vida, Haushofer captura uma radical dessencialização do humano. "É difícil deixar de lado um delírio de grandeza há muito enraizado", constata a narradora.
A parede é um clássico que desafia a ideia de progresso e nos confronta com a pergunta: o que realmente importa quando tudo o que resta é sobreviver?
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