
Manhãs de Cascaes
Reflexões e Narrativas de Verão: Uma Jornada Literária pelas Praias e Personagens de Alberto Pimentel
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"Manhãs de Cascaes" de Alberto Pimentel é uma obra que captura a essência das experiências de verão nas praias portuguesas, através de uma série de crônicas e narrativas que exploram a vida cotidiana, as interações sociais e as peculiaridades dos frequentadores de praia. O texto começa com uma descrição vívida do primeiro mosquito do verão, simbolizando o início da temporada balnear e os pequenos incômodos que a acompanham. Pimentel utiliza o mosquito como uma metáfora para os desafios e as irritações que surgem durante as férias, destacando a luta constante entre o homem ...
"Manhãs de Cascaes" de Alberto Pimentel é uma obra que captura a essência das experiências de verão nas praias portuguesas, através de uma série de crônicas e narrativas que exploram a vida cotidiana, as interações sociais e as peculiaridades dos frequentadores de praia. O texto começa com uma descrição vívida do primeiro mosquito do verão, simbolizando o início da temporada balnear e os pequenos incômodos que a acompanham. Pimentel utiliza o mosquito como uma metáfora para os desafios e as irritações que surgem durante as férias, destacando a luta constante entre o homem e a natureza. A obra prossegue com uma análise humorística e crítica dos tipos de pessoas que frequentam as praias, desde o "falador" até o "silencioso", passando pelo "generoso" e o "sovina". Cada personagem é descrito com detalhes que revelam suas idiossincrasias e contribuem para a comédia das interações sociais. Pimentel também aborda a maledicência e as fofocas que permeiam o ambiente das praias, mostrando como as pessoas se desnudam não apenas fisicamente, mas também em termos de caráter e intenções. Além das descrições de personagens, o autor narra anedotas e casos curiosos que ocorrem nas praias, como a história de um homem que tenta enganar um capitalista com uma receita falsa para fazer ouro, ou a saga de um pai que não reconhece o próprio filho entre tantos outros. Essas histórias são entremeadas com reflexões sobre a vida, a sociedade e a natureza humana, sempre com um toque de humor e ironia. Pimentel conclui com uma discussão sobre a estética e a simbologia dos pés femininos, explorando como a cultura e a literatura têm celebrado essa parte do corpo ao longo dos tempos. A obra, portanto, não é apenas um retrato das praias portuguesas, mas também uma meditação sobre a condição humana e as complexidades das relações sociais.